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Nara pode parar os Autoramas - Autoramas

Quando ouvi a música "Carinha Triste" na rádio há alguns anos, logo percebi que tratava-se de uma nova banda fazendo um som bem diferente do que as rádios estavam tocando na época. Além disso, pude perceber também que estava nascendo ali uma pequena-grande banda que apostava tudo no bom e velho Rock
cru, no mais puro esquema baixo, bateria, guitarra e voz. Um rock sem frescuras e papagaiadas que vimos pipocar de montão por aí na década passada.

Após o ótimo álbum de estréia "Stress, Depressão e Síndrome do Pânico", a banda fez muitos shows, demonstrando garra e solidez, o que a fez crescer perante suas próprias forças, já que os apoios da dupla dinâmica gravadora-mídia nunca foi lá essas coisas.

A sua marca mais forte, a pegada nos shows (quem já os assistiu ao vivo sabe o que eu estou falando), acabou sendo refletida no segundo álbum "Vida Real" gravado ao vivo no estúdio, brindando-nos com a magnífica "Copersucar". Aparições na Tv, uma turnê com os Engenheiros do Hawaii e a conquista de muitos novos fãs foi conseqüência do belo trabalho da banda.

Antes de lançar este novo álbum, os Autoramas ainda lançaram mais um compacto (em vinil!) e fizeram uma bem sucedida turnê no Japão com os seus ídolos do Guitarwolf.

O novo álbum portanto, revela o amadurecimento musical do trio, composto por Gabriel Thomaz, Simone e Bacalhau. O álbum está mais bem produzido, apesar de ter a mão de várias pessoas na produção e mesmo com as letras continuando simples, agora elas possuem um teor de seriedade mais acentuado.

Este disco não traz grandes surpresas ou inovações como já é de costume na banda que criou uma sonoridade pop/punk/rock/nervoso bem particular. Mas as músicas bacanas que falam de coisas presentes em nosso dia-a-dia, como amor, dinheiro, fofoca, rivalidade e etc. continuam lá.

O humor bem sacado está presente em "Megalomania", que junto com "O rei da implicância" e "Beleza" (esta última em parceria com os caras dos novos Raimundos) são as melhores faixas do álbum. As rock-balads também estão presentes, como é o caso de "Música de Amor" e "Resta Um" com um caprichado vocal de Simone. As instrumentais também dão o ar da graça de sempre, representadas muito bem neste disco com "Multiball" e "H.C.I", esta última já havia aparecido no compacto lançado antes deste álbum.

Enfim, são os Autoramas de sempre, agora pela Monstro Discos, mas desta vez
com um "Q" de evolução. Este, portanto, destaca-se e é o melhor trabalho da
banda até agora.

 

Escrito por: Anderson Nascimento


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Autor: kellematos
Publicada em: 13/11/2009


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