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Resenha Show do Placebo - Curitiba Master Hall 14/04/2010 | [KarenKoltrane] Radio
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Resenha Show do Placebo - Curitiba Master Hall 14/04/2010

Foto por: Juliana Queiroz
Foto por: Juliana Queiroz

Já era mais que esperado que o final dessa década fosse marcado por fiascos, tais como já havíamos visto ao final dos anos 80. E também sabemos que o que fica de bom são álbuns nem sempre tão valorizados na época do seu lançamento, mas alguns anos depois são glorificados. O "Disintegration" do The Cure não me deixa mentir. 

 

Nesse clima, nos dirigimos ao local do show, um pouco desanimadas, confesso. Afinal não era a primeira vez que veríamos Placebo e as críticas sobre o show de Porto Alegre não estavam lá aquelas coisas. Isso, aliás, ajudou e muito o que estava por vir, pois não fomos esperando ver muita coisa. Esperávamos o tal "show técnico" e frio que tanto falaram. Logicamente, uma pontinha no coração tinha a vaga esperança de que isso não aconteceria.

 

O show começou na hora marcada, o que significa um bom sinal, respeito com os pobres trintões que tem que trabalhar no dia seguinte e com os muleques que tem aula cedinho. A área VIP não estava mega-lotada, mas os que ali estavam valeram por mil. Ao primeiro acorde, o eclipse da capa de Battle For The Sun apareceu no telão e um calor enorme dominou o local. Molko entrou, olhou para baixo e pareceu emputecer, afinal, como não estava lotado!?

 

Minha vontade era de escrever um bilhetinho "Não fique zangado, Curitiba é pequena, cidade provinciana, quem veio hoje realmente gosta de você". Mas contive-me da minha idéia absurda quando iniciou-se a segunda música e todos gritavam "Cenicero, Cenicero! Mi corazón de cenicero!". O moço ficou mais felizinho e começou a nos provocar. Ele olhava direto nos olhos da platéia, encarava, exigia e massacrava. O público tinha que rebolar pra atingir suas espectativas! E ele era ciumento, se alguém da sua banda se sobressaia ele tomava a dianteira e gritava mais alto, do tipo: é a mim que vocês devem amar! E nós amamos, com tudo o que tinhamos. 

 

Molko não era o único rasgando seu coração, a banda também se esforçava, cada um a sua maneira. Todos cuspiam em nossas caras o quanto éramos medíocres e que aquele show poderia salvar nossas vidas. Havia energia saindo dos falantes e ela pulsava dentro dos nossos estômagos. Não teve refrão não cantado, nem pausa, nem chatice, era pecado ir buscar água no bar, a intensidade com que a banda tocava não permitia, seria um insulto.

 

Nunca antes havíamos ido a um show (de banda grande) querendo ouvir prefencialmente as músicas do último disco. E olha que somos rodadinhas até. Mas com o Placebo foi a primeira vez que isso aconteceu e sinceramente, foi a melhor. No palco, eles cumpriram seu papel tão pequeno nesse momento e tão grande pra posteridade, o da ponte entre o marasmo musical do início da década com o que virá pela frente...

 

Nós não fazemos parte da crítica fonográfica musical master vendedora de discos, nem pretendemos. Então, nos perdoem os mesmos, mas somente pela self-experience, acho que dá pra dizer que o Battle for The Sun é um dos discos mais importantes, fortes, intensos, cuspido e escarrado do fim da década. 

E com voz em uníssono - junto daquelas que fizeram os caras ganharem o MTV Music Awards - anunciamos que sim, Placebo + Battle For The Sun (disco/turnê) mudaram alguma coisa na história, das grandes por sinal. 

 

Confira mais imagens do show aqui!



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Autor: Rety & Qué
Publicada em: 19/04/2010


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