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| [KarenKoltrane] Radio
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30 anos do suicídio de Ian Curtis

Ian Curtis se enforcou no dia 18 de maio de 1980 e sua voz continua influenciando gerações.
Ian Curtis se enforcou no dia 18 de maio de 1980 e sua voz continua influenciando gerações.

Uma das mortes mais instigantes da história da música, o suicídio de Ian Curtis, levanta até hoje especulações sobre o que aconteceu no dia 18 de maio de 1980. Teria sido o divórcio conturbado, o caso extra-conjugal, o sucesso repentino da banda, a epilepsia, a vontade de morrer jovem, ou todos os fatores juntos? Seja como for, o Joy Division ganhou muito mais visibilidade depois do fato, lembrando alguns artistas clássicos, que só obtinham reconhecimento depois que já não podiam mais usufrui-lo.

 

Como legado, Ian Curtis não deixou apenas músicas, deixou uma banda brilhante que se tornaria o New Order, deixou poetas amargurados corajosos para falar sobre mazelas de uma maneira crua e realista. Na última década ficou fácil reconhecer suas influências em bandas como Interpol e I Love You But I've Chosen Darkness, porque elas mantém a fórmula em todos os aspectos, mas reconhecer Ian Curtis em Nine Inch Nails, Marilyn Manson ou The Cure é um pouco mais complicado. Mas sim, é possível ouvir ou ver as reminiscências do vocalista um pouco aqui e lá. Até Renato Russo era inspirado nele! 

 

Mas não se enganem, não pensem que algum deles chegou próximo do que foi o Joy Division, de sua melancolia e tensão. Isso porque não se consegue ficar indiferente ao ouví-los, não se deixa passar, as músicas incomodam, entediam, entristecem, nublam. E com uma sinceridade avassaladora. Foram apenas dois discos, tão incomuns que é difícil enjoar de ouví-los. Ficaram também algumas apresentações ao vivo e outras lendas.

 

Certa vez Ian definiu sua arte: "Escrevo sobre as diferentes formas que diferentes pessoas lidam com certos problemas, e como essas pessoas podem se adaptar e conviver com eles". E eu que jurava que ele escrevia a minha vida, ou a maneira como eu via o mundo... e sei que não estou sozinha, há inúmeras pessoas que sentem-se assim também.

 

São trinta anos de sua morte e só consigo imaginar que isso foi bom, ele não viu a música pop apodrecer, não viu que suas influências foram usadas apenas para obter mais dinheiro... Ele morreu antes de entrar em decadência, antes de brigar com os membros de sua banda, antes de ver a Factory fechar ou de ver sua filha crescer num mundo que provavelmente lhe daria náuseas.

 

E como fã e humana, não posso deixar de pensar que foi uma morte prematura, que queria mais discos, clips, shows, mousepad, bottons... mas nem assim ele passa despercebido, todas as vezes que me perguntam qual o show eu gostaria de assistir ou qual eu perdi, sempre respondo Joy Division, mas sem esperança, como ele gostaria que fosse.

 

Para relembrar, Joy Division e She's Lost Control:

 

 
E Transmission:
 


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Autor: Kelle Matos
Publicada em: 18/05/2010


Para ouvir:
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