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Novo álbum do Atari Teenage Riot poderá sair em 2011

Alec Empire, vocalista do ATR disse que o público é sua principal engrenagem
Alec Empire, vocalista do ATR disse que o público é sua principal engrenagem

O líder e vocalista da revolucionária banda de digital hardcore Atari Teenage Riot, Alec Empire, disse que novo álbum é algo inevitável e provavelmente será lançado em 2011. Em entrevista ao site Drowned In Sound, Alec comentou sobre seu retorno aos palcos e a resposta dos fãs, sobre a ex-vocalista Hanin Elias (única integrante original que não topou participar do retorno da banda), sobre a nova industria musical e muito mais...



Perguntado por Dom Gourlay sobre como se sentia ao retornar aos palcos com o ATR, Alec mostra seu espanto e entusiasmo:
"É estranho, tudo foi bem diferente do que prevíamos. Era pra ser uma única apresentação em Londres, mas tivemos uma resposta tão positiva que nos levou a mais três apresentações em Tóquio (Japão). Fomos surpreendidos pela energia do público. Não esperávamos que depois de um tempo alguém gostaria de nossa música. Muitos jovens, que nem tinham idade para entender o que fazíamos nos anos 90, vieram até nós com bastante entusiamo durante essas apresentações."



Dom afirma que o ATR foi uma das bandas mais extremas da época, se não a mais... "Eu acho que aprendemos com o tempo, principalmente com nosso trabalho no selo Digital Hardcore. Fomos influenciados por outros artistas revolucionários como por exemplo Public Enemy e X-Ray Spex. Paralelamente existia o movimento 'riot girl' com bandas como Huggy Bear e Bikini Kill e também muitos japoneses barulhentos como Merzbow - a maioria das pessoas nem prestam atenção nas coisas boas que acontecem no Japão. A música é uma linguagem viva e acho que naquela época nós e muitos outros foram atingidos pela extrema natualidade de muitos desses artistas. Sempre nos preocupamos em sermos criativos e não no sucesso comercial, porque sinceramente acredito que a música comercial mata a criatividade. Passo longe deste conformismo cultural pop onde todos gostam das mesmas coisas. Para mim, quanto mais diversificada a cena musical for, melhor."



Falando sobre a cena musical mundial, Dom pergunta se Alec percebeu a mudança radical na indústria musical desde o último lançamento de um registro oficial da banda (60 Second Wipe Out - 1999):
"Há duas visões distintas sobre o assunto. Gosto muito de ver as gravadoras majors quebrando, mas é claro que por outro lado é triste assistir a luta por sobrevivência no mercado dos pequenos selos indepentendes. Eu acho que dessa briga toda, quem mais perde são as bandas iniciantes, porque é realmente difícil para eles fazer qualquer dinheiro sem o network dos pequenos selos. O que realmente me irrita é quando vejo bandas novas abandonando o mundo da música depois de 2 ou 3 anos de tentativas, porque não podem se dar ao luxo de continuar. É só olhar para os line-ups da maioria dos festivais de verão da Europa, quase todos os cartazes com os mesmos nomes - Muse e Red Hot Chilli Peppers, por exemplo. Esse é o retrato do sucesso e do fracasso financeiro na música."



O primeiro single da banda depois de seu retorno, Activate, foi lançado este ano. Perguntado sobre um novo álbum, Alec não esconde a empolgação:
"Gravamos um monte de músicas durante o verão. Depois que voltarmos desta turnê, vamos dar uma olhada com mais calma nesse material na intenção de lançá-lo em 2011. Será um disco conceitual, principalmente porque as pessoas não escutam mais álbuns completos. Temos 12 músicas novas no total e vamos acertar quais serão as ideais em uma tracklist. O divertido é que não temos pressão nenhuma em lançar nada. Nós queremos mesmo lançar porque a energia no momento é tão grande, que não queremos perder a oportunidade. Eu pretendia lançar um álbum solo também, previsto para sair em setembro, mas acabei me envolvendo com o ATR e o álbum acabou atrasando."



Perguntado sobre a ex-vocalista Hanin Elias, Alec não se acanha:
"O retorno do Atari Teenage Riot foi idéia da Hanin, mas quando chegou a hora de voltar, onde ela desempenharia seus gritos e urros novamente, sua voz não cooperou. Infelizmente a Hanin teve sérios problemas com sua voz gritando. Mas a porta ainda está aberta! O que poucos não sabem é que a Nic Endo contribuiu com boa parte dos vocais na época, especialmente nas gravações do 60 Second Wipe Out. Nós sempre tivemos uma mentalidade coletiva, jamais individual. Nós sempre agimos mais como uma banda de punk rock do que techno."


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Autor: Rety
Publicada em: 07/12/2010


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